terça-feira, 2 de julho de 2013

Quem é você?




Um cara me perguntou  através de um e-mail privado, logo após ter acessado e lido vários textos em um de meus Blogues e, prefiro manter a autoria no anonimato:

Mas afinal, quem é você mesmo?

Ora, retruquei respondendo assim que li o referido email:

Sou um dos mais de seis bilhões dos filhos de D´us que estão entre os mais de 20 bilhões de seres humanos que já passaram pelo planeta terra. 

Sou na verdade um dos filhos do nada que nasceram aqui na terra. Abandonado por pai e mãe e entregue a sorte da sobrevivência, vivi entre algumas famílias, tendo sido adotado e abandonado em internatos...

Menino de rua por um período eu considero-me vencedor, independente de fatores financeiros ou sociais. Militar aos 16 anos, eu desertei por questões políticas cerca de quatro anos após ter incorporado, ainda nos anos 70.

Marxista leninista com formação ao trotskismo ao longo de minha juventude, eu fui artesão/hippie, um seguidor ocasional de Bakunin, corretor de imóveis por impulso e necessidade, e funcionário público por acaso, além de ter sido líder comunitário e, um militante político polêmico e decidido durante muitos anos nos movimentos sociais de massa...

Sou um judeu convertido há uns seis anos, mesmo sabendo do anti-semitismo existente contra o meu povo (porque não?) pertencente ao judaísmo reformista.


Injustiçado ao longo da vida, confundido como marginal por muitas vezes, sou ficha limpa em todos os sentidos jurídicos e moral no mais amplo entendimento da palavra e, eu soube lutar como um bravo desde cedo.

Não tolero mentiras, enganações, falcatruas e promessas não cumpridas.

Conheci e acompanhei o crescimento de várias lideranças atuais da política nacional, tendo militado conjuntamente com estes, por longos períodos, desde quando não eram quase nada...

Sou um animal político combativo que ao longo das lutas percebi o quanto as massas são manipuladas pelos fatores econômicos, pelo fisiologismo barato, por interesses mesquinhos, e até religiosos de fachada, pela desesperança frente às dificuldades que passam, pela fome e misérias que vivem, pelo analfabetismo político no amplo sentido ideológico, pelas teologias mentirosas a serviço da eternização de seus dogmas perversos e criminosos, autênticos caçadores de hereges, e defensores disfarçados do capitalismo, do nacional desenvolvimentismo, que combate o internacionalismo e as etnias indígenas, ao induzirem-nas ao modo cristão da civilização branca, ao lhe roubarem o seu modo de vida primitivo, seu habitat virgem e inexplorado, ao se apropriarem das descobertas "planejadas" da biodiversidade, dos segredos da fauna e da flora, da natureza e dos rios, do sub-solo e, ao exercerem sem nenhuma contestação governamental, a monstruosa e lesa-pátria, biopirataria a serviço das potencias internacionais...

Somos presas fáceis diante dos gigantes letrados e ideologicamente formados, “representantes maiores da ideologia dominante”, que diante da formação medíocre (pela visão que nos têm), somos engolidos pelos supostos humanistas e pseudos socialistas, (na verdade, defensores ocultos da ideologia dos ricos) que, com suas bandeiras vermelhas (símbolo de sangue e luta), infiltradas nos movimentos sociais de fato, manipulam-nos ao seu bel prazer para nos conduzir aos seus banquetes eternos... 

Mas, eu cansei, e não me acovardei, estou lutando e denunciando as injustiças sofridas, incluindo aí os atentados e as manipulações que sofri, e creio, por terem subestimado minha origem, meu caráter, minha honra e minha classe social...

Por desconhecimento de causa propriamente dito, por terem feito uma incursão despreparada nos movimentos sociais, por interesses escusos previamente definidos e, assim, cometeram crimes históricos por suas origens ideológicas...


Quem sou eu? Ora, eu sou o Carlão e meu nome de origem é Carlos Alfredo, assim queriam os meus progenitores, e assim quis esta sociedade corrupta e injusta ao trocarem o meu nome com 14 anos de idade para me chamarem de Carlos Alberto...

sábado, 13 de abril de 2013

Maioridade penal aos seis. Afinal, nessa idade, eles já se vestem sozinhos


Carlos Alberto durante deslocamento para a tomada da cidade de Cacequi RS nas manobras militares de 1973 (Operação Ponche Verde - Saicã) como integrante da 2ª Companhia de Operações Especiais do 18º Batalhão de Infantaria Motorizada



Sobre as análises e os comentários do jornalista e cientista político Leonardo Sakamoto no texto abaixo transcrito, minhas observações se refletem exatamente na questão da idade do indivíduo, ou do adolescente, como melhor convier...

Ora, eu me atenho neste ponto, por experiência própria, já que incorporei no Exercito Brasileiro aos 16 anos de idade (dezesseis), isso mesmo, aos 16 anos de idade no ano de 1971, e logo após ter me alistado aos 15 anos, ainda no ano de 1970.

Eu fui adotado durante a minha infância e a posterior abandonado em instituições públicas (internatos) por longos anos, até que me surgiu à idéia de ganhar o mundo, tendo como ponto de partida o alistamento militar voluntário, que surgiu durante meu internamento no Instituto Rural Nehyta Martins Ramos, hoje uma escola estadual de ensino médio, ainda situado no bairro de Belém Novo em Porto Alegre RS

Ao incorporar no Exercito, eu integrei o famoso PELOTAR (Pelotão Aerotransportado), hoje PELOPES (Pelotão de Operações Especiais) do 22º G.A.C. em Uruguaiana RS.  Mais a frente, em outra unidade, integrei a 2ª Cia de Operações Especiais do 18º B.I.Mtz. unidade de elite do III Exercito, durante a ditadura militar. 



Como podem ver, aos 16 e 17 anos eu já manuseava armas de guerra, entre essas as poderosíssimas Metralhadoras Browning ponto 50 e ponto 30 – As MAG 7,62, metralhadora Belga - ano de fabricação 1972 (leve e pesada), as metralhadoras Madsen 7,62 – as submetralhadoras INA 45 e as Beretta 9mm - os fuzis FAL  7,62 e  FAP 7,62 –as Pistolas Colt 45 e os revolveres calibre 44 – as várias granadas ofensivas, defensivas, fulmígenas – as minas e explosivos C3 de todos os tipos, incluindo petardos, nitro glicerina, fulminato de mercúrio etc., os morteiros 81mm e ainda outras armas mais pesadas, como praticar tiros de canhões  75mm e o uso de sabres, facas de trincheiras e outras armas brancas. Em síntese, aprendi a matar em nome da pátria.

Por outro lado, os treinamentos de guerras, de guerrilhas, anti-guerrilhas e de assalto eram o meu cotidiano, juntamente com os treinamentos de paraquedismo militar...

Enfim, tornei-me um adulto e um militar especializado em ações complexas que a minha idade de 16 anos suportou sem nenhum tipo de trauma psicológico ,ou contratempo, qualquer que seja.

Armava e construía minas e armadilhas de estacas punji, em todas as suas vertentes e estilos, com armas ou estacas e vegetação nativa (aquelas usadas pelos Vietcongues durante a guerra do Vietnã) .

Na verdade, com esta idade eu adquiri responsabilidades infindáveis que, entre essas estavam o patrulhamento da fronteira Brasil, Argentina, Uruguai, até a minha participação na segurança do Alto comando do Exercito, que incluía a ECEME (Escola de Comando e Estado Maior do Exercito) e da cúpula dirigente da ditadura militar, em vigência naquele período, durante uma grande reunião ocorrida no 22º GAC (Grupo de Artilharia de Campanha), que tinha no seu comando o Tenente Coronel paraquedista Dickson Melges Grael, (pai de Torben e de Lars Grael), um dos mentores do golpe militar de 1964.

Bem, eu faço questão de nominar e especificar detalhadamente esses quesitos e esta situação que vivi, para que fique bem definido que a idade de 16 anos já é um período da existência humana que requer atenção especial, já que nesta idade o indivíduo consegue desde há muito, ter discernimento claro sobre o certo e o errado, tendo inclusive compreensão da lógica, formação física e raciocínio e, isso independe da condição social, salvo outro problema qualquer de saúde e sanidade mental. 

Neste sentido, a proteção existente oferecida pelo estado ainda é insuficiente para prepara-lo para o futuro, tornando-o desta forma o fruto colhido do fracasso das políticas sociais,  defendidas pelas elites da classe política corruptas. Esta é a razão maior do aumento da criminalidade, com a participação cada vez maior de jovens, de adolescentes e pré-adolescentes em crimes bárbaros, hediondos, pasmem.

 Neste caso é preciso uma atenção especial para que o desígnio ou destino de um jovem possa ser trilhado pelo caminho da sociabilidade e da dignidade dentro de uma sociedade justa, solidária, igualitária e humana em todos os sentidos.

Eu nasci no dia 1º de novembro de 1954 e incorporei no 22º GAC em Uruguaiana no dia 15 de março de 1971, sendo que dei baixa no dia 15 de janeiro de 1972 e re-inclui ainda no mesmo ano no 18º BIMtz em Porto Alegre RS.

1971-1954= 17 - Porém, eu incorporei em 15 de março e faço aniversário em 01 de Novembro, sendo assim, estava com 16 anos, 4 meses e 15 dias de idade, ou seja, quando dei baixa da  primeira unidade no  exercito, eu ainda tinha 17 anos 2 meses e 15 dias de idade, já tendo cumprido o serviço militar antes da maioridade.

Veja no certificado de reservista abaixo:




Permaneci no Exercito até junho de 1974, ano em que desertei por questões políticas. Afinal, sou marxista-leninista desde quando ainda era "Di menor"...


Em minha opinião, é preciso ter políticas publicas específicas para essa faixa etária, e que essas incluam o envolvimento da família como um todo, em ações sociais e de educação profissional permanente, e constitucional, como forma de dar suporte as camadas sociais, tão alijadas do crescimento econômico, propagado pela mídia oficialista e pelo governo, num  Brasil socialmente irreal...

Para o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin - PSDB, aumentar as amarras jurídicas é a solução e, isso inclui a redução da maioridade penal que, pasme, não irá resolver a problemática da criminalidade, e tampouco reduzi-la. 

É preciso que o estado realmente se faça presente no seio da família, como forma de amarrá-la ao crescimento social dos seus filhos, embrião futuro do país. São duas ações políticas para a obtenção de um único resultado, educação e profissionalização, o resgate social da juventude para um futuro melhor...



Por Leonardo Sakamoto - Jornalista e Cientista Político

Um dos maiores acertos de nosso sistema legal é que, pelo menos em teoria, protegemos os mais jovens – que ainda não completaram um ciclo de desenvolvimento mínimo, seja físico ou intelectual, a fim de poderem compreender as consequências de seus atos. Completar 18 anos não é uma coisa mágica, não significa que as pessoas já estão formadas e prontas para tudo ao apagarem as 18 velinhas. Mas é uma convenção baseada em alguns fundamentos biológicos e sociais. E, o importante, é que as pessoas se preparam para essa convenção e a sociedade se organiza para essa convenção.

Por necessidade individual e incapacidade coletiva de garantir que essa preparação ocorra de forma protegida, muita gente acaba empurrada para abraçar responsabilidades e emularem uma maturidade que elas não têm. Enfim, se tornam adultos sem ter base para isso.
Na prática, o Estado e a sociedade falham retumbantemente em garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente ou mesmo a Constituicão Federal sejam cumpridos. Entregamos muitos deles à sua própria sorte – sejam filhos de famílias pobres ou ricas. Porque encher o filho de brinquedos e fazer todas as suas vontades para compensar a ausência por conta de uma roda viva que vai nos tragando também é de uma infelicidade atroz.
O que fazer com um jovem que ceifa a vida de outro, afinal? Conheço a dor de perder alguém querido de forma estúpida pelas mãos de outro. O espírito de vingança, travestido de uma roupa bonita chamada Justiça, que foi incutido em mim pela sociedade desde pequeno, diz que essa pessoa tem que pagar. Para que aprenda e não faça novamente? Não. Para que sirva de exemplo aos demais? Não. Para retirá-lo do convívio social? Não. Para tentar diminuir a minha dor através da dor dele e da sua família? Não. Não há provas de que nada disso funcione, mas ele tem que pagar. Por que sempre foi assim, porque caso contrário o que fazer?
A Fundação Casa, do jeito que ela está, não reintegra, apenas destrói. A prisão, então, nem se fala. Também não acho que reduzir a maioridade penal para 16 anos vá resolver algo. Ele só vai aprender mais cedo a se profissionalizar no crime. E se jovens de 14 começarem a roubar e matar, podemos mudar a lei no futuro também. E daí se ousarem começar antes ainda, 12. E por que não dez, se fazem parte de quadrilhas? Aos oito já sabem empunhar uma arma. E, com seis, já se vestem sozinhos.
A resposta para isso não é fácil. Mas dói chegar à conclusão de que, se um jovem aperta um gatilho, fomos nós que levamos a arma até ele e a carregamos. Então, qual o quinhão de responsabilidade dele? E qual o nosso?
O certo é que ele irá levar isso a vida inteira – o que não é pouco – e nunca mais será o mesmo, para bem ou para mal. A sociedade está preparada para lidar com ele e outros jovens que cometem crimes, por conta própria ou influência de adultos?
Ou melhor, a sociedade quer realmente lidar com eles ou prefere jogá-los para baixo do tapete, escondendo os erros que, ao longo do tempo, ela mesma cometeu?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Renúncia de Ratzinger: A expressão da disputa “infernal” na mafiosa e reacionária Igreja Católica





 Por Liga Bolchevique Internacionalista

Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, acaba de renunciar surpreendendo os seguidores da Igreja Católica pelo mundo. 

Esta foi a primeira vez que tal fato ocorreu nos últimos 600 anos (anteriormente somente Gregório XXII renunciara em 1415), já que o mandato papal só se encerra com a morte do Pontífice.

 A renúncia ocorre às vésperas da Jornada Mundial da Juventude, que irá ocorrer em julho no Rio de Janeiro, o que deixa claro que a decisão foi tomada de forma intempestiva, às pressas e por pressão dos acontecimentos.

 Para além da idade avançada e da alegada doença que o estava acometendo, o real motivo da renúncia do Papa é a disputa de poder institucional dentro do próprio Vaticano, uma verdadeira máfia que usa batina e crucifixo e fala em nome de um “ser divino”. 

Comenta-se nos bastidores da Igreja Católica, que a renúncia de Ratzinger foi uma “virada de mesa” para ele interferir diretamente na escolha do próximo Papa. 

É sabido que Bento XVI estava muito enfraquecido depois da prisão de seu mordomo/confidente em maio do ano passado, escândalo logo seguido pela publicação de um livro emblematicamente intitulado de “Vossa Santidade” com vários documentos secretos que o comprometiam.

 Obviamente estas informações sigilosas vieram de dentro do próprio Vaticano e não por iniciativa de seu funcionário. 

Depois do ocorrido, a alta cúpula da Igreja Católica foi obrigada a afastar seus assessores mais próximos, assim como seus comandados no Banco do Vaticano, centro de desvio de verbas milionárias, expondo a verdadeira guerra instalada entre as quadrilhas.

 A desmoralização de Ratzinger estava claramente minando a força dos setores mais conservadores da Igreja Católica, que com sua renúncia desejam entronar um Papa tão ou mais conservador que ele, porém com mais energia e capacidade de ação para impor sua cruzada nesta instituição ultrarreacionária e inimiga visceral dos povos.

Tudo leva a crer em um aprofundamento da guinada conservadora da Igreja Católica que ganhou força com João Paulo II e estava relativamente estancada com Ratzinger em função dos escândalos de corrupção que acometiam seu mandato e das denúncias de crimes de pedofilia que diariamente eram alvos padres e cardeais.

 O resultado disso foi a perda de fiéis nos últimos anos para as igrejas evangélicas que ganharam espaço entre os setores conservadores. Para reverter esta perspectiva, poderá ser escolhido o ultraconservador Cardeal Angelo Scola, arcebispo de Milão assim como o cardeal austríaco Christoph Schoenborn. Por fora, corre o africano Peter Turkson, de Gana.

 O papa será “eleito” em um conclave que começa em 1º de março com a participação de 122 cardeais de todos os continentes, onde todo o jogo de poder da Igreja Católica estará envolto na disputa por claros interesses políticos e materiais, muito longe do “reino dos céus”. 

Segundo fontes da própria Igreja Católica, o principal responsável pelas condições que geraram a renúncia de Bento XVI foi o Cardeal Tarcisio Bertone, o todo-poderoso secretário de Estado do Vaticano. Bertone demitiu ou enviou para o exílio colaboradores diretos de Ratzinger depois que vieram a público denúncias que ele estava envolvido em diversos casos de corrupção no Banco do Vaticano. 

A demissão fulminante de Ettore Gotti Tedeschi, membro da Opus Dei e presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o Banco Vaticano, é um exemplo da guerra instalada dentro desta máfia de batina.

 A verdade é que em meio a esta disputa, o Banco Vaticano está sendo submetido desde setembro passado a uma investigação judicial por lavagem de dinheiro via filial italiana do Banco Santander.

 Dizem estas mesmas fontes que até a morte de Bento XVI estava sendo tramada. Sem dúvida, esses escândalos corriqueiros na vasta “folha corrida” de serviço da Igreja Católica prestados à classe dominante serviram para que sua cúpula decidisse por trocar Ratzinger por um nome mais firme e vigoroso em sua cruzada reacionária, como ele mesmo atestou em sua carta-renúncia: “Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”. 

Não que o Bento XVI fosse um “anjo”, ao contrário... Ex-militante da juventude hitlerista e o principal artífice contemporâneo da “Congregação para a Doutrina da Fé”, a Santa Inquisição, Ratzinger, foi o responsável por liquidar o “clero progressista” e a Teologia da Libertação.

A Igreja Católica e seu papado historicamente se colocaram em defesa da classe dominante contra os explorados. Desde o declínio do império romano e a transição para a Idade Média, em 313 d.C (Édito de Tolerância, de Constantino), quando o cristianismo passa a ser reconhecido como religião do império, a Igreja começa a crescer a partir das benesses do senhorio feudal (Cruzadas como acumulação de terras, corrupção eclesial etc.) e, posteriormente, no capitalismo (acumulação primitiva de capital), sob a frondosa guarita da burguesia e a exploração do proletariado.

 Assim, “as enormes riquezas acumuladas pela Igreja, sem qualquer esforço da sua parte, vêm da exploração e da pobreza do povo trabalhador. 

A riqueza dos arcebispos e bispos, dos conventos e paróquias, a riqueza dos donos das fábricas, e dos comerciantes e dos proprietários de terras, é comprada ao preço de esforços desumanos dos trabalhadores da cidade e do campo. 

Qual é a única origem das dádivas e dos legados que os ricos senhores fazem à Igreja? Obviamente que não é o trabalho das suas mãos e o suor dos seus rostos, mas a exploração dos trabalhadores que trabalham sem descanso para eles; servos ontem, assalariados hoje...” (Rosa Luxemburgo, O Socialismo e as Igrejas). 

A Igreja Católica concentra o que há de mais retrógrado e reacionário no capitalismo em sua expressão anticomunista e obscurantista. 

A perseguição a teólogos “progressistas” é apenas a ponta do iceberg. Na verdade, a mola propulsora da Igreja nos últimos 100 anos tem sido o combate implacável ao socialismo e os Estados operários surgidos após a Revolução de Outubro.

 Este último elemento é o sustentáculo desta instituição multinacional contrarrevolucionária serviçal do imperialismo.

A renúncia de Bento XVI e a escolha do “novo” Papa responde às necessidades do aprofundamento da reacionária etapa histórica por que atravessamos no planeta, onde o imperialismo ianque deseja liquidar qualquer possibilidade de resistência às novas investidas do grande capital internacional.

 Lenin já nos ensinava que a luta ideológica da classe operária para romper com o garrote da religião é parte do seu combate para libertar o proletariado da escravidão capitalista. 

Os revolucionários bolcheviques continuam essa batalha de Lenin, denunciando não só a cruzada reacionária representada pelos papados conservadores, mas delimitando-se também com o chamado “clero progressista”, que trafica, por outra via, um programa social-democrata que representa um obstáculo à libertação dos trabalhadores através da revolução proletária.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Dr. Jivago - Filme completo - Dublado em Português BR - Grátis...

Assista dublado aqui...

Caro amigo, por favor, aguarde alguns segundos para que o vídeo carregue e inicie normalmente...

Assista legendado aqui...

Caro amigo, por favor, aguarde alguns segundos para que o vídeo carregue e inicie normalmente...

O filme é um longa-metragem com duração de 3 horas e 12 minutos... É uma raridade na versão dublada em português BR.  É um clássico do cinema mundial.

Caro amigo,
Divulgue os vídeos para os seus amigos...  Publique o link em outros blogues ou sites...  Compartilhe nas redes sociais...


  • Minha dica, assista aqui mesmo no Blogue na função Full Screen (Tela cheia).
  • Importante: Ao utilizar o Real Player não esqueça que irá funcionar corretamente 

    com o Internet Explorer, isso porque o ícone do Real Player que capta o vídeo 

    trabalha em sintonia com o IE...


Sinopse:
A nação é a Rússia, um orgulhoso país prostrado de joelhos pela revolução. O homem é Jivago, um talentoso poeta e dedicado cirurgião a quem a guerra não poupou, dividido entre a meiga mulher com quem casou e a fogosa mulher que não consegue esquecer.

Baseado no romance de Boris Pasternak, vencedor do Prémio Nobel, este poderoso, mas sensível filme, arrecadou Óscares para Melhor Fotografia, Melhor Argumento, Melhor Música Original (que inclui o inesquecível «Lara's Theme»), Melhor Cenografia e Melhor Guarda-Roupa.

Uma 'produção brilhante' (Chicago Tribune) a todos os níveis, Doutor Jivago é a Sétima Arte no seu esplendor.

Épico baseado no romance homônimo de Boris Pasternak, Dr. Jivago virou fenômeno. As platéias se emocionaram com a história de um médico e poeta que inicialmente apoia a revolução Russa, mas, aos poucos, se desilude com o socialismo e se divide entre dois amores: a esposa Tania (Geraldine Chaplin) e a bela plebéia Lara (Julie Christie). O Tema de Lara (Lara's Theme), composto por Maurice Jarre, virou um clássico do gênero.

A visão poética de Lean oferece imagens inesquecíveis. São marcantes cenas como a da estrela vermelha brilhando sobre a entrada do túnel no qual entram e saem trabalhadores, outra em que uma criança surge através da vidraça gelada na qual os galhos batem, o ataque da cavalaria contra os bolcheviques ou a maneira que os flocos de neve se transformam em flores, e uma flor se transmuta no rosto de Lara.

O romance de Pasternak foi aclamado quando de sua publicação, em 1958, como um ousado desafio à censura russa. A política, porém, é apenas pano de fundo como eln E o Vento Levou... a ideologia jamais passa para primeiro plano. Na verdade, a história começa na Rússia czarista, passa pela devastação da Primeira Guerra Mundial, o caos da Revolução Bolchevique, a Guerra Civil Russa, os expurgos e crises dos anos 20 e 30.

Dr. Jivago conta uma história diferente da que nos mostram os livros: cheia de sentimentos pessoais de indivíduos comuns que amam e sofrem em qualquer época, turbulenta ou tranqüila. E nos lembram que o Estado qualquer Estado é formado por pessoas assim.

A narrativa é feita em flashback a partir do general do exército vermelho Yevgraf (Alec Guinness, da série Guerra nas Estrelas e Passagem Para a Índia) que interroga uma jovem (Rita Tushingham) na esperança de resolver um mistério de família: o que teria acontecido com sua sobrinha depois da morte do seu meio irmão, doutor Jivago?

Jivago (Ornar Sharif, de A Noite dos Generais, que foi indicado ao Oscar O de Melhor Ator Coadjuvante por Lawrence da Arábia) é um humanista e um intelectual, um homem das artes e da medicina como Tchekhov. 

Ele se divide entre duas mulheres: Tonya (Geraldine Chaplin, de Ana e os Lobos e A Época da Inocência), com quem ele casa, e Lara (Julie Christie, de Coração de Fogo e Shampoo), a quem ele ama. Jivago conhecera Lara no leito de morte de sua mãe, onde ela foi seduzida pelo desonesto e devasso amante da mãe, Victor Komarovsky (Rod Steiger, indicado ao Oscaro de Melhor Ator Coadjuvante por Sindicato de Ladrões, de Melhor Ator por O Homem do Prego e vencedor da estatueta de Melhor Ator por No Calor da Noite).

Mais tarde, ao vê-la entrar numa festa de casamento, Jivago percebe-se fuzilando Komarovsky, e começa a compreender seus sentimentos e o que ele vai carregar através de seu casamento. Mais tarde, Lara se casa com o jovem idealista Pasha Antipov (Tom Courtenay).

As vicissitudes da história unem e separam Lara e Jivago diversas vezes. O labirinto de encontros e desencontros vai sendo reconstruído pouco a pouco e mostram a História como uma força moldada pelo homem que, por sua vez, é capaz de moldar a vida de cada indivíduo.

Prêmios: Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Trilha Sonora Original e Figurino. Indicações para Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante (Tom Courtenay), Edição e Som. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Gean Loureiro 15 - Prefeito de Florianópolis/SC



Defender e apoiar os interesses vitais dos trabalhadores e dos estudantes é uma tarefa revolucionária de todos os marxistas!

Ora, eu coloco essa chamada acima pelo fato de ter sido questionado por um militante, que não vem ao caso nominar...

Mas enfim, eu diria que no passado não muito distante, fomos todos integrantes daquilo que se chamava de Frente Popular.

Bem, esta frente era formada por vários partidos que incluía o PCB,PPS,PT,PSB,PDT,PCdoB,PSDB, e o MSR (Movimento Socialista Revolucionários de tendencia prestista).

 Eu gostaria de lembrar que muitos dos lideres atuais de outros partidos que incluem o PSOL, PSTU e outras tendencias, até então estavam abrigadas dentro destes partidos, quer seja como lideres de suas correntes, como também, meros militantes ofuscados pela quantidade de estrelas emergentes nesses partidos.

 Na verdade, os interesses vitais de antes, no  meu entendimento não diferem dos de hoje, exceto os de interesses eleitorais que muito se discute sem rumo ou resultado algum...

Eu gostaria de deixar explícito que não me incomodo com falácias eleitoreiras que se agigantam diante de uma realidade concreta chamada de mobilidade urbana...

Por que penso assim?

Simplesmente porque eu vivi e vivencie de corpo presente as dificuldades, e também as condições abastadas ou suficientes de algumas pessoas que hoje se tornaram lideres ou mesmo personalidades políticas em seus partidos, quer seja pelos rachas em decorrências de pragmatismos políticos/partidários ou da própria ideologia, mas que em síntese não era um problema que concretamente poderia lhes afligir enquanto estudantes ou acadêmicos. Tratasse do bolso de cada um...

O passe livre estudantil é uma necessidade que vai além da própria ideologia, sendo assim, a questão de apoiar ou não a candidatura do Gean Loureiro significa também apoiar ou não  a Tarifa Zero que, para os catarinenses passa a ser uma conquista revolucionária...

Vale lembrar das dezenas de prisões de estudantes e militantes que ao longo dos anos participaram desta luta que hoje se avizinha como um fato concreto de realização...
Tem caráter eleitoreiro? Pode ser, mas nesta altura das eleições, que diferença faria senão pela própria conquista?

É também em respeito a esta luta passada que decidi apoiar a candidatura de Gean Loureiro.

Por outro lado, é interessante observar que, mesmo havendo diferenças ideológicas, ainda assim este apoio não se inviabiliza neste momento, até porque, semelhante aos partidos acima referidos, o desembarque neste apoio se dará de forma natural como assim  fizeram o PSTU e o PSOL durante o governo primeiro de Lula da Silva quando os acontecimentos tomaram um rumo diferente...

Interesses temporais é a especialidade de alguns políticos...

Tarifa Zero!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Meu voto de confiança em Gean Loureiro...




Se eu votasse em Floripa, meu voto seria do Gean Loureiro para Prefeito da capital dos catarinenses.

O que parece ser contraditório, na verdade se explica pela historia...
Já tive e ainda tenho discordância em relação a certas posições políticas do Gean Loureiro...

Mas, cá entre nós, manter a dinastia Amim em sobre-vida na política tendo o filho do ex-governador Esperidião Amim como rabióla (popularmente falando) na candidatura de Cesar Souza Junior é uma nítida aberração.




O que parece imperceptível é na verdade um jogo de cartas marcadas que pretende de uma única cajadada matar dois coelhos (no bom sentido), ou seja, dar um respiro político para Cesar Souza Junior e João Amim...

Ora, na eleição passada para a prefeitura da capital eu havia me posicionado claramente contra a aliança que envolvia o PPS/DEM (então partido de Cesar Souza Junior/DEM/PSD) e, isso me colocou frontalmente contra o diretório municipal do PPS que tinha no indicativo o apoio ao Cesar Souza Junior.

Da esquerda para a direita, Ex Deputado Federal Dércio Knop/PMDB/PDT/PPS, Ex Deputado Federal Fernando Coruja/PDT/PPS, Ex Governador e Senador Luiz Henrique/PMDB, Ex Candidato a Deputado Estadual Carlos Alberto/PMDB/PCB/PSTU/PPS


Naquela ocasião eu fui brutalmente proibido pelo então presidente do Diretório Municipal (militante histórico do PPS), o dentista Antonio Gonçalves (Toninho) de adentrar na sede do partido.

Não era por menos...

Na verdade, tudo não passou de uma bravata...

O Ex Governador Luiz Henrique da Silveira em reunião na sede do PPS, ao seu lado  sentado na mesa está o então presidente do Diretório Municipal Antonio Gonçalves (Toninho), Deputado Federal Fernando Coruja, Ex Deputado Federal Dércio Knop (Secretário Geral), Vinicius Lumertz (Secretário de estado), Deputado Estadual Professor Sergio Grando e demais militantes...












Desde minha militância no PCB e mesmo no PSTU, eu fora convidado pelo ex-prefeito da capital, o ex Deputado Estadual Sergio Grando a me filiar no PPS para então disputar uma candidatura a Deputado Estadual...








Fisiologismo?






Bem, desde os primórdios de minha filiação, eram notórias as minhas posições, na verdade, sempre fui considerado um "trosko" no lugar errado, (por ter sido filiado ao PSTU) porém, gostaria de lembrar que militei desde o ano de 1989 até o ano de 1998 no PCB, mas enfim, ideologias a parte, ali eu estava a convite...



Até aquela data o PPS fazia parte da gestão do prefeito Dário Berger/PMDB que, inclusive ocupava cargos na administração municipal.

Chegado o período eleitoral naquela data os conchavos levaram a tomada de outra posição, ou seja, apoiar Cesar Jr.

Vale lembrar que a dinastia Amim, ao longo dos muitos anos que governaram a cidade, nunca deu a mínima atenção ao sul da ilha.

Pra mim que fui líder comunitário durante vários anos, eu senti na pele as dificuldades que tínhamos em relação a aqueles governos seguidos.

Com Dário Berger na prefeitura, aliás, como cidadão e cabo eleitoral, eu lutei para que assim acontecesse, e tudo se tornou diferente. 

Hoje o Sul da ilha é um lugar mais urbanizado, mesmo com a especulação imobiliária avançando de forma contínua contrariando o desejo maior da comunidade.

Tem muita coisa para fazer? Tem sim, mas isso não significa que tenhamos que facilitar o retorno dos Amim através do filho João Amim como vice de Cesar Souza Junior.

Durante as eleições, Dário Berger assumiu vários compromissos com a comunidade, e pasmem, cumpriu com tudo o que havia assumido, incluindo ai a mudança no trajeto da linha circular Jardim Castanheiras, que, aliás, comentei ao pé do ouvido com o prefeito Dário de que já tinha sofrido uma tentativa de assalto durante um retorno da faculdade (cursava Gestão Imobiliária) no campi Univali do Bairro Kobrasol no município de São José.

Eu havia sido apresentado ao prefeito pelo meu amigo e ex preso político, o Advogado Getúlio Markian* (preso no congresso clandestino da UNE em Ibiúna em 1968)... 

 O novo trajeto do ônibus era uma reivindicação coletiva do bairro, além de melhorias na iluminação pública, construção de creche, asfaltamento e lajotamento de ruas, rede de esgoto e outras demandas...

Enfim, tudo foi cumprido conforme o prometido.

Ora, diante disso, não tenho a menor dúvida de que este seria o meu voto na capital do estado.

Dar seguimento nas obras de infra-estrutura urbana, e nas obras de caráter social, é uma meta que não podemos perder de vista.

Ah, e, por favor, não me venham com aquele papo furado do transporte coletivo, da mobilidade urbana e blá blá blá porque os militantes mais antigos sabem muito bem quem foram os  causadores iniciais do caos que a cidade vive.

Afinal, qualquer melhoria pretendida no passado foi brutalmente abortada desde os governos de Esperidião Amim e de Ângela Amim...

Desde as eleições passadas, a história tem comprovado ainda nos dias de hoje de que eu realmente estava certo...

Se Gean Loureiro é o candidato de Dário Berger, também é o meu candidato...


Ao PCdoB (Partido Comunista da Burguesia), não adianta manipularem a história em consonância com seus interesses temporais e eleitorais de traição de classe...


Na boa mesmo, irão fazer a revolução do tipo código florestal?

Noutra postagem estarei  esmiuçando melhor este assunto...

TARIFA ZERO!!!



Tarifa zero para os estudantes ( proposta de Gean Loureiro e Rodolfo Pinto da Luz) é o diferencial de todas as candidaturas nos últimos anos, sendo assim, terá o apoio incondicional da maioria dos movimentos sociais da capital...

Estejam à vontade, podem jogar pedras...

(*) Vide o livro "Os Quatro Cantos do Sol" do historiador e jornalista Celso Martins, também autor do filme "A novembrada"...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Bate-papo Aberto e Franco em Defesa das Lutas Populares e Sindicais


Dia 23 de junho de 2012 - das 15 às 18h - Auditório do CFH 

na UFSC



Convite,



Nós, um grupo de militantes sociais, filiados ou não a partidos, porém cidadãos ativos nas lutas de nossa cidade e região dirigimos este convite para você por entendermos ser da máxima urgência estabelecermos um processo de debates, entre militantes do Movimento Popular, Sindical e Estudantil, de forma solidária, franca, aberta e fraterna, sobre a conjuntura política municipal e as perspectivas de luta por um "PROJETO DEMOCRÁTICO E PARTICIPATIVO PARA A CIDADE".



Partimos do pressuposto de que todos nós, participantes deste debate, independentemente de nossas opções político-partidárias, somos atores e referências para as lutas populares em Florianópolis, junto às bases sociais nas áreas de nossas atuações e, por isto mesmo, temos grandes responsabilidades pela transformação do quadro de hegemonia política, econômica, social e cultural exercido pelos setores conservadores e que predomina e submete a população à exclusão do direito a vida digna e a segregação social.



Sabemos que, historicamente, as elites vêm determinando o pensamento e as práticas políticas em todos os aspectos da vida, seja no quadro de nossas famílias ou de nossas relações sociais, na educação, no trabalho e até mesmo no nosso lazer, mas é no quadro concreto das lutas populares e sindicais dos trabalhadores que o embate se dá.



Enquanto nos mobilizamos desarticulados e agindo de forma pontual, pelas demandas específicas de nossos movimentos sociais, assistimos também à criminalização dos movimentos e a institucionalização da luta política dos trabalhadores por dentro das estruturas de governo, com avanços da direita fincados de forma absoluta, historicamente, no executivo, no legislativo, no judiciário e nos veículos de comunicação de massa.



Mas assistimos, também, à prática conservadora de grupos históricos da esquerda, privilegiando-se do poder ou digladiando-se pelas migalhas da participação nas estruturas burocráticas dos governos, os quais funcionam como verdadeiros instrumentos de cooptação de lideranças e movimentos, a serviço e manutenção do efetivo poder político instituído pelas classes dominantes locais e nacionais.



Por isso, com o objetivo de fortalecer a organização das lutas sociais e buscando a construção de reflexões coletivas, enquanto atores políticos dos movimentos sociais, das entidades comunitárias, dos sindicatos, dos partidos, e das correntes políticas, entendemos que precisamos nos unir para traçarmos, conjuntamente, nossa ação política em relação ao processo eleitoral municipal de 2012, como espaço político importante na conjuntura atual, para impedir o aprofundamento do conservadorismo na Prefeitura e na Câmara de Vereadores por mais 8 anos.



Achamos ser necessário trabalhar para dar forma e unidade ao que, de fato, pelas nossas práticas e compromissos cotidianos, pode nos tornar um possível grupo social com identidade política, princípios e estratégias, em defesa de nossas demandas e políticas públicas, com instrumentos de participação e controle social de gestão da coisa pública, a ser apresentada ao conjunto da população, para a disputa na sociedade, seja no processo eleitoral ou fora dele.



Julgamos que esta articulação pode se tornar uma base sólida para a construção de caminhos transformadores, independentes e autônomos de organização das classes trabalhadoras, em oposição às atuais relações de governo e poder na Cidade e no Estado e pelo atendimento aos objetivos e necessidades das maiorias da sociedade, inclusive para além das próximas eleições.



Acreditamos e partimos da idéia de que as possibilidades políticas, objetivas e subjetivas, existem de fato para os que ainda acreditam nos valores da militância popular solidária, fraterna, voluntária, independente e classista, e não dos que se movem por cargos, empregos e salários. Isto depende, basicamente, da nossa disposição de luta, articulação e apresentação como campo de referência política, para conquista das demandas das famílias das classes trabalhadoras, nas disputas eleitorais de 2012 e nos embates da conjuntura municipal.



Assim, entendemos que a unificação das forças dos movimentos sociais, possa e deva ser construída através de um "PROJETO DEMOCRÁTICO E PARTICIPATIVO PARA A CIDADE", que se contraponha politicamente ao domínio e ação das elites e oligarquias de nossa cidade e, portanto, seja orientador do debate proposto para o dia 23/06/12.



Pauta Preliminar para o Bate-papo:

1) Apresentação dos participantes, informes e as primeiras impressões dos companheiros sobre a Conjuntura Política em Florianópolis;

2) O processo eleitoral municipal de 2012, suas alianças, candidaturas e projetos políticos;

3) Nossas demandas coletivas de luta, nossas pautas e organização, a partir do que os movimentos sociais e dos trabalhadores vêm se mobilizando na cidade;

4) Encaminhamentos.



Saudações Democráticas!



Assinam:

Movimento Popular: Albertina da S. de Souza, Alexandre Lemos, Angela Liutti, Ataíde Silva, Augusto Marques, Denise Siqueira, Elaine Tavares, Elisa J. Silva, Glauco C. Marques, Fernando R. Matos, Hélio Carvalho, Jeffrey Hoff, Loureci Ribeiro, Míriam Santini de Abreu, Nivaldo A. da Slva, Raul Fittipaldi, Rui A. P. Alves, Ruy Wollf, Telma Piacentini

Movimento Sindical: Denilson Machado, Dino Gilioli, Elenira Oliveira, Marival Coan, Ricardo Freitas, Wolnei Chucre

Universidade: Carmen Tornquist, Carlos Vieira, Luiz Eduardo F. Teixeira, Manoel Arriaga, Marco Borges, Maria Inês Sugai, Maria Teresa Santos, Paulo M. B. Rizzo, Raul Burgos, Valcionir Correa, Werner Kraus Junior



ESPERAMOS CONTAR COM SUA DIVULGAÇÃO, SUA PRESENÇA E DE SEUS CONVIDADOS!

"Bate-papo" dos Movimentos Populares e Sindicais

Sábado, dia 23/06/12 - das 15:00 às 18:00h - no Auditório do CFH da UFSC


Disponível em: http://pobresenojentas.blogspot.com.br/